terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Seja a mudança que você quer ver no mundo


Exatamente,

sábado, 27 de dezembro de 2014

Seu filho é feliz?

Constantemente eu discuto com a minha família sobre isso...

Esse final de semana não foi diferente... Essa imagem, já um pouco antiga, é de um garoto feliz com o sapato que escolheu. Eu acho completamente horrível julgar uma criança e proibi-la de usar uma roupa por classifica-la de menina ou de menino. Se a criança gosta, acha bonito e é feliz pq diabos os adultos tem que julga-la?

Alguns anos atrás, quando comecei a trabalhar, fiquei como auxiliar de classe em uma escola.... Isso faz cerca de uns 5 anos, por ai. Era inicio do ano letivo, então os pais estavam indo conhecer a nova professora e auxiliar... Foi então que entrou uma mãe com um menininho de 4 anos agarrado em sua perna... qual não foi a surpresa da professora quando viu que ele estava com uma tiara? Ele tinha o cabelo liso comprido e a tiara ROSA o deixava para trás.... junto com esse garotinha outros quatro um pouco mais velhos e com uniforme de treino de futebol também estavam juntos.... Todos os 5 brincavam no parquinho enquanto a mãe conversava com a professora....
A mãe então virou e disse: Esse é meu filho, eu sei que você estranhou quando ele entrou aqui, por causa do arquinho, tudo bem, já estamos acostumados. Meu filho é o mais novo de 5 meninos, mas ao contrário dos irmãos ele não gosta de futebol, ele gosta de boneca, gosta de ser a princesa da história e se menciona no feminino. Fora essa "estranheza" ele é uma criança carinhosa, educada e muito companheira, ou seja, completamente normal. Nunca sofreu em casa, nem foi julgado por ninguém, afinal é na família que começa a educação e o apoio. Ele é muito novo para nos dizer se é homossexual ou não, agora descobrimos que ele tem uma personalidade transsexual, que a maioria das crianças nascem com, mas são obrigadas a esconder. Meu filho não, ele pode escolher ser o que quiser e quem quiser. Então peço que na hora da historinha se ele quiser ser a princesa que aceitem, assim os outros coleguinhas vão aceitar também e ele não vai sofrer no segundo lugar que ele tem que ter mais segurança, que é a escola.
Antes de ir embora a mãe ainda falou: Antes de qualquer julgamento do tipo, ela queria tanto uma menina que transformou o seu filho em uma, peço que reflita e pense por que eu faria isso com uma criança que tem irmãos mais velhos para "lhe ensinar a ser homem".
Ela agradeceu e foi embora, cinco minutos depois a professora foi contar para a coordenadora o ocorrido, essa disse, vamos ver como vai ser...

As semanas se passaram e chegou o carnaval, todas as crianças deveriam ir fantasiadas e o garotinho escolheu ir de fada princesa... A fantasia era linda, toda rosa e como ele estava feliz, todos os coleguinhas elogiaram, ela tinha asinhas que mudavam de cor, acho que ninguém resistiria a essa fantasia linda. Depois da festa de carnaval as fotos foram postadas no site da escola, resultado: Pais esbravejando porque tinha um menino com problema que poderia influenciar os seus filhos "masculos".
Uma reunião sem essa mãe foi feita com todos os pais, sim todos os pais da sala menos a mãe do menininho. Todos pediram para que conversassem com essa mãe e a obrigassem a vestir seu filho de uma maneira normal e de acordo com seu sexo.
E foi isso mesmo que a VACA da coordenadora falou, que não poderia aturar na escola um menino de shorts saia, ou sandália lilás. Que ela (a mãe) deveria se preocupar com a sua reputação e a do menino e parar de fazer isso com ele, que ela estava confundindo-o.

A mãe chorando desesperada disse, meu filho está sendo quem ele quer. Eu não entendo qual é o problema com ele vestir-se de fada. Todo pai quer que seu filho seja feliz e não sofra, por isso conversei com vocês antes do ano letivo, para meu filho não sofrer. Porque se no futuro, quando mais velho ele decidir ser assim ele pelo menos não sofreu na infância e sabe que tem o apoio da sua família. Então me desculpe, mas o meu filho não agrediu, ofendeu ou faltou com respeito a nenhum de vocês, vocês é que estão faltando comigo e com ele e pedir para mudar seu estilo porque os pais ignorantes acham que ele pode influenciar os meninos, então é prova de que aqui não é um bom lugar para ele.

No dia seguinte os 5 meninos foram transferidos.

Anos depois encontrei essa mãe em um shopping com o menino, um pouco mais velho. Ele estava com um shorts do santos e uma sandália rosa que acendia. Eu perguntei para essa mãe como ela conseguia, como ela enfrentava a sociedade. E ela disse: Ele é meu filho, não importa como se vista, eu vou lutar contra tudo e todos para que ele seja ele mesmo e sempre SEMPRE feliz.
Ela me contou da nova escola e que dessa vez não teve nenhum problema, que ele também se dava bem com todos lá e que estava muito feliz.
Nunca mais os vi, mas espero que onde quer que essa mãe esteja seu filho e ela estejam feliz....

Essa semana vi uma reportagem de um pai na Alemanha que colocou uma saia para apoiar o filho que gostava de usar vestidos e me lembrei da foto desse menino extremamente feliz vestindo suas sapatilhas rosa....

Ontem no meu trabalho (de vez em quando dou aula para crianças)... uma professora falou que não gostava muito de tal aluna porque achava errado o comportamento masculino dela e que era horrível os pais não fazerem nada para muda-la.... E hoje vim desabafar como acho horrível ainda existirem pessoas no mundo que julgam uma criança e tentam impedi-la de ser quem ela quer ser por causa do sexismo.



Sou homem.

Sou homem.
Autora do texto: Camila Oliveira Dias


Quando nasci, meu avô parabenizou meu pai por ter tido um filho homem. E agradeceu à minha mãe por ter dado ao meu pai um filho homem. Recebi o nome do meu avô.

Quando eu era criança, eu podia brincar de LEGO, porque "Lego é coisa de menino", e isso fez com que minha criatividade e capacidade de resolver problemas fossem estimuladas.

Ganhei lava-jatos e postos de gasolina montáveis da HotWheels. Também ganhei uma caixa de ferramentas de plástico, para montar e desmontar carrinhos e caminhões. Isso também estimulava minha criatividade e desenvolvia meu raciocínio, o que é bom para toda criança.

Na minha época de escola, as meninas usavam saias e meus amigos levantavam suas saias. Dava uma confusão! E então elas foram proibidas de usar saias. Mas eu nunca vi nenhum menino sendo realmente punido por fazer isso, afinal de contas "Homem é assim mesmo! Puxou o pai esse danadinho" - era o que eu ouvia.

Em casa, com meus primos, eu gostava de brincar de casinha com uma priminha. Nós tínhamos por volta de 8 anos. Eu era o papai, ela era a mamãe e as bonecas eram nossas filhinhas. Na brincadeira, quando eu carregava a boneca no colo, minha mãe não deixava: "Larga a boneca, Juninho, é coisa de menina". E o pai da minha priminha, quando via que estávamos brincando juntos, de casinha, não deixava. Dizia que menino tem que brincar com menino e menina com menina, porque "menino é muito estúpido e, principalmente, pra frente". Eu não me achava estúpido e também não entendia o que ele queria dizer com "pra frente", mas obedecia.

No natal, minha irmã ganhou uma Barbie e eu uma beyblade. Ela chorou um pouco porque o meu brinquedo era muito mais legal que o dela, mas mamãe todo ano repetia a gafe e comprava para ela uma boneca, um fogãozinho, uma geladeira cor-de-rosa, uma batedeira, um ferro de passar.

Quando fiz 15 anos e comecei a namorar, meu pai me comprou algumas camisinhas.
Na adolescência, ninguém me criticava quando eu ficava com várias meninas.
Atualmente continua assim.

Meu pai não briga comigo quando passo a noite fora. Não fica dizendo que tenho que ser um "rapaz de família". Ele nunca me deu um tapa na cara desconfiado de que passei a noite em um motel.

Ninguém fica me dando sermão dizendo que eu tenho que ser reservado e me fazer de difícil.
Ninguém me julga mal quando quero ficar com uma mulher e tomo a iniciativa.

Ninguém fica regulando minhas roupas, dizendo que eu tenho que me cuidar.
Ninguém fica repetindo que eu tenho que me cuidar porque "mulher só pensa em sexo".

Ninguém acha que minhas namoradas só estavam comigo para conseguir sexo.
Ninguém pensa que, ao transar, estou me submetendo à vontade da minha parceira.
Ninguém demoniza meus orgasmos.

Nunca fui julgado por carregar camisinha na mochila e na carteira.
Nunca tive que esconder minhas camisinhas dos meus pais.

Nunca me disseram para me casar virgem por ser homem.
Nunca ficaram repetindo para mim que "Homem tem que se valorizar" ou "se dar ao respeito". Aparentemente, meu sexo já faz com que eu tenha respeito.

Quando saio na rua ninguém me chama de "delícia".
Nenhuma desconhecida enche a boca e me chama de “gostoso” de forma agressiva.
Eu posso andar na rua tomando um sorvete tranquilamente, porque sei que não vou ouvir nada como “Larga esse sorvete e vem me chupar”. Eu posso até andar na rua comendo uma banana.

Nunca tive que atravessar a rua, mesmo que lá estivesse batendo um sol infernal, para desviar de um grupo de mulheres num bar, que provavelmente vão me cantar quando eu passar, me deixando envergonhado.

Nunca tive que fazer caminhada de moletom porque meu short deixa minhas pernas de fora e isso pode ser perigoso.
Nunca ouvi alguém me chamando de “Desavergonhado” porque saí sem camisa.
Ninguém tenta regular minhas roupas de malhar.
Ninguém tenta regular minhas roupas.

Eu nunca fui seguido por uma mulher em um carro enquanto voltava para casa a pé.

Eu posso pegar o metrô lotado todos os dias com a certeza que nenhuma mulher vai ficar se esfregando em mim, para filmar e lançar depois em algum site de putaria.

Nunca precisaram criar vagões exclusivamente para homens em nenhuma cidade que conheço.

Nunca ouvi falar que alguém do meu sexo foi estuprado por uma multidão.

Eu posso pegar ônibus sozinho de madrugada.
Quando não estou carregando nada de valor, não continuo com medo pelo risco ser estuprado a qualquer momento, em qualquer esquina. Esse risco não existe na cabeça das pessoas do meu sexo.

Quando saio à noite, posso usar a roupa que quiser.
Se eu sofrer algum tipo de violência, ninguém me culpa porque eu estava bêbado ou por causa das minhas roupas.
Se, algum dia, eu fosse estuprado, ninguém iria dizer que a culpa era minha, que eu estava em um lugar inadequado, que eu estava com a roupa indecente. Ninguém tentaria justificar o ato do estuprador com base no meu comportamento. Eu serei tratado como VÍTIMA e só.

Ninguém me acha vulgar quando faz frio e meu “farol” fica “aceso”.

Quando transo com uma mulher logo no primeiro encontro sou praticamente aplaudido de pé. Ninguém me chama de “vagabundo”, “fácil”, “puto” ou “vadio” por fazer sexo casual às vezes.

99% dos sites de pornografia são feitos para agradar a mim e aos homens em geral.
Ninguém fica chocado quando eu digo que assisto pornôs.
Ninguém nunca vai me julgar se eu disser que adoro sexo.
Ninguém nunca vai me julgar se me ver lendo literatura erótica.
Ninguém fica chocado se eu disser que me masturbo.

Nenhuma sogra vai dizer para a filha não se casar comigo porque não sou virgem.

Ninguém me critica por investir na minha vida profissional.
Quando ocupo o mesmo cargo que uma mulher em uma empresa, meu salário nunca é menor que o dela.
Se sou promovido, ninguém faz fofoca dizendo que dormi com minha chefe. As pessoas acreditam no meu mérito.
Se tenho que viajar a trabalho e deixar meus filhos apenas com a mãe por alguns dias, ninguém me chama de irresponsável.

Ninguém acha anormal se, aos 30 anos, eu ainda não tiver filhos.

Ninguém palpita sobre minha orientação sexual por causa do tamanho do meu cabelo.
Quando meus cabelos começarem a ficar grisalhos, vão achar sexy e ninguém vai me chamar de desleixado.

A sociedade não encara minha virgindade como um troféu.

90% das vagas do serviço militar são destinadas às pessoas do meu sexo. Mesmo quando se trata de cargos de alto escalão, em que o oficial só mexe com papelada e gerência.

Se eu sair com uma determinada roupa ninguém vai dizer “Esse aí tá pedindo”.

Se eu estiver em um baile funk e uma mulher fizer sexo oral em mim, não sou eu quem sou ofendido. Ninguém me chama de "vagabundo" e nem diz "depois fica postando frases de amor no Facebook".
Se vazar um vídeo em que eu esteja transando com uma mulher em público, ninguém vai me xingar, criticar, apedrejar. Não serei o piranha, o vadio, o sem valor, o vagabundo, o cachorro. Estarei apenas sendo homem. Cumprindo meu papel de macho alpha perante a sociedade.
Se eu levar uma vida putona, mas depois me apaixonar por uma mulher só, as pessoas acham lindo. Ninguém me julga pelo meu passado.

Ninguém diz que é falta de higiene se eu não me depilar.

Ninguém me julgaria por ser pai solteiro. Pelo contrário, eu seria visto como um herói.

Nunca serei proibido de ocupar um cargo alto na Igreja Católica por ser homem.

Nunca apanhei por ser homem.
Nunca fui obrigado a cuidar das tarefas da casa por ser homem.
Nunca me obrigaram a aprender a cozinhar por ser homem.
Ninguém diz que meu lugar é na cozinha por ser homem.

Ninguém diz que não posso falar palavrão por ser homem.
Ninguém diz que não posso beber por ser homem.

Ninguém olha feio para o meu prato se eu colocar muita comida.

Ninguém justifica meu mau humor falando dos meus hormônios.

Nunca fizeram piadas que subjugam minha inteligência por ser homem.

Quando cometo alguma gafe no trânsito ninguém diz “Tinha que ser homem mesmo!”

Quando sou simpático com uma mulher, ela não deduz que “estou dando mole”.

Se eu fizer uma tatuagem, ninguém vai dizer que sou um “puto”.

Ninguém acha que meu corpo serve exclusivamente para dar prazer ao sexo oposto.
Ninguém acha que terei de ser submisso a uma futura esposa.

Nunca fui julgado por beber cerveja em uma roda onde eu era o único homem.

Nunca me encaixo como público-alvo nas propagandas de produtos de limpeza.
Sempre me encaixo como público-alvo nas propagandas de cerveja.

Nunca me perguntaram se minha namorada me deixa cortar o cabelo. Eu corto quando quero e as pessoas entendem isso.

Não há um trote na USP que promove minha humilhação e objetificação.

A sociedade não separa as pessoas do meu sexo em “para casar” e “para putaria”.

Quando eu digo “Não” ninguém acha que estou fazendo charme. Não é não.

Não preciso regrar minhas roupas para evitar que uma mulher peque ou caia em tentação.

As pessoas do meu sexo não foram estupradas a cada 40 minutos em SP no ano passado.
As pessoas do meu sexo não são estupradas a cada 12 segundos no Brasil.
As pessoas do meu sexo não são estupradas por uma multidão nas manifestações do Egito.

Não sou homem. Mas, se você é, é fundamental admitir que a sociedade INTEIRA precisa do Feminismo.
Não minimize uma dor que você não conhece.

Autora do texto: Camila Oliveira Dias

Assexualidade

NÃO É NÃO - Estupro

Aqui está um post sobre um assunto polêmico... e já antes de conversar aviso, não estamos aqui para julgar ninguém... Nem roupas, nem comportamento e nem nada.. O que vou falar é um assunto extremamente delicado, que percebi que passar por muitas meninas despercebido....

O post é sobre estupro...

Sei que estupro é uma coisa que você pensa sempre que só aconteceu com a vizinha, mas muitas correm o risco de passar por essa humilhação e a pior coisa é quem já passou e não sabe...

Como assim Moni? Tem como ser estuprada e não saber?

Tem sim minhas queridas amigas, acontece que esse é o tipo mais comum de estupro, infelizmente até nossas mães já podem ter passado por isso... E nossas avós provavelmente passaram... Se chama estupro consentido ou de vulnerável.... É um assunto pouco falado, eu mesma ouvi falar só em grupos de debates de meninas que já sofreram...

Por que é chamado de estupro consentido?

Porque você se deixa levar, mas não quer e acaba cedendo... muitas vezes ocorrendo através do "estupro psicológico", quando a outra pessoa te pressiona para transar... E você não quer, não está preparada, mesmo que já tenha transado antes, não se sente bem com aquilo, quer parar, mas uma questão maior não deixa e você não grita, não para, não nega... e acaba cedendo, porque acha que deve fazer isso, que a culpa é sua e que você que procurou isso.

Uma forma comum é quando você não quer sexo e seu namorado ou marido ou companheiro quer e ele começa a chantagear e a provocar e você sem nenhuma vontade acaba cedendo. Ele não está agindo corretamente então isso também se encaixa em um estupro.

Estupro é quando o seu corpo é violado. Ao violar o seu corpo, o seu ser, a sua índole, está acarretando em uma situação violenta e transformando o ato que deveria ser de união e prazeroso em uma violência, mesmo sem você perceber.

NÃO é NÃO...

Se você falou não e o cara insistiu, insistiu e forçou ele violou seus direitos.

NUNCA NUNCA NUNCA é culpa da mulher... NÃO IMPORTA se você está bêbada, chapada, se está usando mini saia, se está na rua sozinha... Se é casada e tem filhos.... NÃO é NÃO e NUNCA vai ser sua culpa se ele resolveu ouvir sim...

Não importa com quantos caras você já transou, não importa se você trabalha como prostituta NÃO é NÃO e NUNCA é a SUA CULPA!

Quero deixar isso bem claro...

Devemos ensinar os homens a não estuprarem e não as mulheres a não sair de casa com roupas curtas ou não se divertirem....
Agora quero saber se alguém já passou por alguma experiência do tipo, se já sofreu qualquer tipo de estupro ou violência psicológica voltada para o lado sexual. Se precisar desabafar nossos contatos estão na aba "contatos", é só nos encaminhar um e-mail, ou deixar um comentário.

E só para constar NÃO é NÃO e NUNCA é a SUA CULPA! NUNCA!!!